Construção do casulo – O início da Metamorfose


Neste semestre, o primeiro contato que tivemos com a literatura que auxilia na formação de um docente que busca cada vez mais aprimorar suas ideologias internas, tentando entender suas origens e sua ligação com o senso comum, foi à leitura do livro “Educação: do senso comum à consciência filosófica”, de Dermeval Saviani.
O texto é bastante interessante, pois traz uma linha de discussão dialética, que busca a desconstrução pela linguagem, pelas palavras utilizadas, que muitas vezes se desvincula de sua origem, ou que muitas vezes utilizamos porque outra pessoa disse, e nem ao menos procuramos seu significado no dicionário, e isso é muito mais grave do que aparenta ser, pois as palavras são dotadas não só do literal, mas também de subjetividade, tanto de quem fala quanto de quem as ouve. As palavras nos trazem significados também sociais, como por exemplo, as gírias e os ditados, que possuem uma história por traz de sua criação e também de quem as usam. O que é importante frisar dos capítulos que focamos em sala de aula, é que é necessário estabelecer uma consciência do que se fala, compreender o peso social, subjetivo e literal que cada frase traz, sendo esse um mecanismo que podem ser extremamente útil e facilitador de discussões em uma sala de aula, ou causar problemas, constrangimentos ou até interpretações errôneas das intenções do professor. Sendo assim, a melhor maneira de se atingir essa consciência é através da criação de um problema e utilização da filosofia na solução do mesmo. Um problema seria uma carga emocional que o docente deposita em uma situação, trazendo-o mais próximo de si, se importando com os usos e frutos que essa situação pode oferecer. Sendo assim, através da reflexão, que neste caso entra como um profundo pensar a cerca das ações, pensamentos, ideologias, vontades e saberes que o professor detém, tentando ao máximo usar a empatia como base.
Após uma reflexão, é construída uma ideologia, como base no problema, ou seja, com base na força motriz que culminou em uma autorreflexão.
Mas afinal, porque usar de reflexão na resolução de assuntos cotidianos?
Muitas vezes é deixado passar despercebido alguns momentos do dia a dia, que sozinhos parecem insignificantes, mas que com o passar do tempo pode gerar problemas emocionais e até mesmo sociais. Pequenas atitudes mal pensadas no dia a dia, ou em um momento de estresse, pode acarretar traumas, principalmente dentro de uma sala de aula, onde muitos alunos se espelham na figura do professor, o utilizam como modelo, como um exemplo de vida a ser seguido. Mesmo que o professor se esforce para manter uma relação linear e igualitária, ele tem o poder de influenciar linhas de pensamento, em sua posição de mediador, o que se não é feita de maneira correta, ou mesmo se não recebe a atenção que deveria, acaba por deixar passar brechas que tornariam o ambiente escolar mais tranquilo e harmonioso.

Sendo assim, percebe-se que uma postura crítica perante diversos assuntos só tem benefícios a acrescentar, aproximando a sala de aula de um lugar mais acolhedor, um local onde as pessoas têm a oportunidade de ampliar eu conhecimento cientifico, social e pessoal, falando tanto dos alunos, quanto dos professores. 

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